Disputa pelo Senado em SP: Marina Silva entre PT e PSOL
Marina Silva, atual ministra do Meio Ambiente, está no centro de uma disputa entre os partidos PT e PSOL para a candidatura ao Senado por São Paulo. Especula-se uma possível dobradinha com a senadora Simone Tebet (MDB), que pode agradar à classe média e fortalecer a candidatura. Enquanto a legenda de Lula avalia o retorno de Marina como "certo", o PSOL procura abrir diálogo com a ministra.
Após a confirmação de sua disposição em concorrer, Marina tem atraído a atenção não apenas do PT, mas também do PSOL, que já conta com o ministro Guilherme Boulos (PSOL) na disputa. Boulos se reunirá nesta quarta-feira, 4, com a líder do PSOL, Paula Coradi, para discutir possibilidades de filiação. Perguntados sobre o encontro, tanto Boulos quanto Coradi preferiram não comentar, assim como Marina, que evita declarações sobre sua filiação futura.
Na semana passada, Marina indicou que está avaliando uma troca de legenda, expressando a honra pela procura de partidos alinhados ao campo democrático popular. O PSB e o PV também estão na corrida para conquistar sua filiação. Jilmar Tatto, vice-presidente do PT, acredita que a ida de Marina para o partido é uma possibilidade clara, destacando os benefícios que ela teria em termos de estrutura e apoio eleitoral.
“Está bem encaminhada a vinda da Marina para o PT. O pessoal do PT gosta dela, o entorno da Marina também gosta da ideia”, afirma Tatto. Por outro lado, há quem questione se uma filiação ao PSOL faria sentido para Marina, visto que já existe uma federação entre o PSOL e a Rede, partido onde ela atualmente está filiada.
Marina teve uma trajetória marcante, saindo do PT em 2009 após quase 30 anos de filiação. Seus apoiadores ressaltam as divergências que surgiram após sua saída, quando enfrentou ataques durante a corrida presidencial de 2014. Em resposta a esse período conturbado, Tatto acredita que o mal-entendido foi superado com a aceitação de Marina como ministra no governo Lula.
Independentemente da escolha de Marina, Paulo Fiorilo, deputado estadual petista, não vê problemas em sua eventual filiação a qualquer um dos partidos, acreditando que o PSOL também permanecerá como aliado. Fiorilo afirma que a mínima probabilidade de desavenças no campo progressista poderia ser contrabalançada pela força que Marina traria à chapa eleitoral.
Além do PSOL, Marina também poderia considerar a filiação ao PSB, partido que já liderou como candidata à presidência após a morte de Eduardo Campos. Jonh Campos, prefeito de Recife e filho de Eduardo, está em contato com ela para discutir essa possibilidade, assim como a deputada Tabata Amaral (PSB).