Flávio Bolsonaro avança nas pesquisas, mas enfrenta rejeição
Uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está ganhando terreno na corrida presidencial ao fidelizar a direita no primeiro turno e ampliar seu apoio entre eleitores que se posicionam como "nem Lula, nem Bolsonaro". Contudo, a pesquisa também destaca um desafio significativo: sua alta taxa de rejeição, com 54% dos entrevistados afirmando que não votariam nele.
A pesquisa mostra que Flávio conseguiu reduzir a distância em uma simulação para um segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com os dados, a aprovação da candidatura de Flávio entre os eleitores bolsonaristas e da direita não bolsonarista cresceu, mas a rejeição a candidatos apoiados por Jair Bolsonaro se mantém elevada, impactando tanto Flávio quanto Lula.
Os números indicam que 44% dos eleitores acreditam que Bolsonaro tomou a decisão correta ao indicar seu filho mais velho como candidato, ultrapassando pela primeira vez aqueles que consideram a escolha errada, que somam 42%. Esse apoio à candidatura de Flávio aumentou significativamente desde dezembro, quando apenas 36% aprovavam a indicação.
O levantamento revela ainda que, em um cenário hipotético de primeiro turno que inclui Lula, Flávio e o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), Flávio Bolsonaro aparece com 31% das intenções de voto, um aumento de três pontos em relação à pesquisa anterior, enquanto Lula permanece com 37% e Ratinho viu suas intenções de voto caírem de 11% para 7%.
A pesquisa também sugere que a melhora no desempenho de Flávio está mais concentrada entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, com 92% declarando que votariam nele neste cenário. Na direita não bolsonarista, a aceitação também apresentou crescimento, de 59% para 65%.
Se considerarmos um segundo turno entre Flávio e Lula, Flávio ganhou apoio entre os eleitores independentes, com 26% afirmando que votariam nele, em comparação a 31% para Lula. A diferença entre os dois, que era de 14 pontos em dezembro, agora caiu para apenas cinco, com Lula tendo 43% das intenções de voto gerais contra 38% de Flávio.
Desafios com a rejeição
Apesar do avanço nas intenções de voto, a rejeição a Flávio Bolsonaro continua sendo uma preocupação. A pesquisa indica que 49% dos entrevistados afirmaram que não votariam em um candidato indicado por Bolsonaro, um percentual que se mantém inalterado desde a pesquisa anterior. Entre eleitores independentes, essa rejeição é ainda mais alta, chegando a 52%.