Controvérsia em caso de morte de tatuador agredido em Nuporanga
Vitor Fonseca, de 42 anos, morreu na terça-feira, 17 de outubro, dois dias após sofrer uma agressão durante o carnaval em Nuporanga, no interior de São Paulo. O incidente ocorreu quando o tatuador foi agredido com um soco e, em seguida, caiu, batendo a cabeça na calçada. O jovem que se apresentou como agressor, Vitor Manoel, afirmou que agiu após presenciar o tatuador assediando uma menor.
A versão do suspeito, no entanto, é contestada por amigos e familiares de Fonseca, que descrevem o tatuador como uma pessoa extremamente respeitosa e trabalhadora. "Eu conheço ele há muito tempo e ele sempre foi uma pessoa extremamente respeitosa, extremamente sério, trabalhador, com um caráter que não tem o que a gente falar. Acredito que está sendo muito mal divulgado", afirmou a publicitária Cindy Guimarães, amiga de Vitor há 16 anos.
Com a repercussão do caso, a Polícia Civil de São Paulo iniciou uma investigação. Contudo, imagens iniciais de câmeras de segurança são consideradas insuficientes para conclusões definitivas. O advogado de Vitor Manoel, por sua vez, defendeu que as ações do seu cliente foram resultado de uma circunstância excepcional e não de intenção de causar dano.
A morte de Vitor Fonseca gerou uma onda de indignação entre seus amigos e familiares, que destacam a importância de uma investigação justa e imparcial. "Ele nunca se portou de maneira inadequada, ele não gostava nem de fazer brincadeiras sobre isso. É muito revoltante ver ele ser retratado dessa forma, principalmente porque ele não pode se explicar", disse Cindy.
O advogado da vítima lançou um comunicado, onde critica as alegações do agressor, afirmando que a interpretação isolada das imagens não deveria ser utilizada como prova contra a honra de alguém que foi brutalmente agredido. "Nada pode justificar a violência praticada, sob pena de normalizar a ideia de que alguém pode fazer justiça pelas próprias mãos", afirmou o advogado.
A tragédia que envolveu Vitor Fonseca suscita discussões mais amplas sobre a violência e a importunação no Brasil, além de lembrar a importância das investigações rigorosas em casos como este. Enquanto isso, a comunidade de Nuporanga aguarda por respostas e justiça em relação ao caso que chocou a cidade durante as festividades de carnaval.