Conflito entre Paquistão e Afeganistão atinge novo patamar de tensão
Uma escalada sem precedentes no conflito entre Paquistão e Afeganistão foi observada nas últimas semanas, culminando em bombardeios aéreos na capital afegã, Cabul. O governo paquistanês declarou estar em uma "guerra aberta" com o regime talibã afegão, marcando uma mudança significativa no panorama das relações entre os dois países.
O Paquistão, por meio de suas forças armadas, atacou na madrugada de sexta-feira, atingindo alvos considerados estratégicos em Cabul, além das cidades de Kandahar e Paktia. Segundo o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, os ataques foram uma retaliação a "ataques afegãos não provocados", refletindo uma tensão crescente que já perdura por meses e que agora se transforma em um confronto direto entre Estados.
As operações militares foram acompanhadas por declarações contundentes de autoridades paquistanesas. O primeiro-ministro, Muhammad Shehbaz Sharif, enfatizou que as forças armadas têm a "plena capacidade de reduzir a pó qualquer ambição agressiva" por parte do Afeganistão. Por outro lado, a resposta afegã veio através do porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, que confirmou os ataques em Cabul e anunciou preparações para operações de retaliação contra posições militares paquistanesas.
A relação entre os dois países se deteriorou rapidamente após o retorno dos talibãs ao poder em agosto de 2021, e as recentes ações militares são a prova do aprofundamento da crise. Um ponto crítico dessa relação é a militância do Tehreek e Taliban (TTP), que opera no Afeganistão e é acusada pelo Paquistão de ser um porto seguro para realizar ataques dentro de seu território.
O cenário atual intensificou-se após uma série de ataques aéreos paquistaneses em território afegão, que geraram uma onda de críticas e um alerta de represálias por parte de Cabul, destacando a fragilidade de um acordo de paz duradouro entre os dois países.
A comunidade internacional começou a manifestar preocupações quanto ao aumento das hostilidades. Os governos de Rússia, China e Irã se pronunciaram pedindo diálogo entre Islamabad e Cabul para conter o conflito. O Ministério das Relações Exteriores russo expressou sua "preocupação" com os "drásticos aumentos nos confrontos armados", enfatizando a necessidade urgente de diálogo para a pacificação da região.
As operações continham bombardeios aéreos que atingiram armazéns militares e postos estratégicos. Confira os principais pontos abordados:
- Bombardeios em Cabul: Alvos militares foram atingidos, incluindo depósitos de munição, segundo fontes locais.