Justiça Federal mantém prisão de Adilsinho após audiência de custódia
A Justiça Federal confirmou a prisão do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, após audiência de custódia. Ele foi capturado em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e estava com um histórico criminal de envolvimento com a máfia de cigarros, um dos segmentos mais perigosos e lucrativos do crime organizado no Brasil.
Adilsinho chegou a ser transferido para um presídio federal em Brasília,depois de ser considerado o mais procurado do estado. A operação que resultou na sua prisão faz parte da Operação Libertatis II, que visa desmantelar o comércio ilegal de cigarros no país.
Na audiência, realizada no prédio da Justiça Federal no Centro do Rio de Janeiro, o juízo da 3ª Vara Criminal Federal confirmou a validade da prisão do contraventor e a prisão em flagrante do policial militar Diego D’Arribada, que estava de serviço em sua segurança. Ambos foram presos por policiais civis e federais que atuam na Força Integrada de Combate ao Crime Organizado.
As investigações revelaram que Adilsinho tinha cinco mandados de prisão contra ele, expedidos tanto pela Justiça Federal quanto Estadual. Os crimes incluem a suspeita de ordenar assassinatos e tráfico de cigarros. Durante a audiência, o procedimento, que deveria ter começado ao meio-dia, foi atrasado e durou pouco mais de 50 minutos. A transferências de Adilsinho para fora do Rio de Janeiro foi solicitada pela Polícia Federal em nome da segurança do contraventor e para evitar interferências nas investigações em andamento.
A prisão de Adilsinho é vista como um passo significativo na luta contra as organizações criminosas que dominam a comercialização ilegal de cigarros no Brasil. Ele é investigado não apenas por sua atuação no Rio de Janeiro, mas também em outros estados, com diversos homicídios associados ao seu nome.
As autoridades acreditam que o contraventor estava escondido em sua mansão em Cabo Frio após passar o carnaval na capital fluminense. Ele escapou de duas tentativas anteriores de captura, sendo uma delas em outubro do ano passado, onde conseguiu fugir de um cerco policial no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio.
Adilsinho é réu em quatro homicídios e é alvo de investigações por outros cinco assassinatos e um atentado. A polícia alega ter reunido evidências de sua participação nessas atividades criminosas, incluindo comunicações com membros de sua escolta durante as execuções de seus adversários.
Um caso específico é o assassinato do policial civil Carlos José Queirós Viana, ocorrido em outubro de 2022, em que cinco suspeitos, alguns dos quais aliados de Adilsinho, foram presos. Outro incidente envolveu o assassinato de Cristiano Souza, um distribuidor de cigarros, morto em junho de 2023, com indícios de ligação direta com a máfia de cigarros.