França planeja aumentar arsenal nuclear em meio a tensões com Irã
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira, 2, que o país irá aumentar o número de suas ogivas nucleares. Segundo ele, a modernização do arsenal atômico é essencial para garantir a proteção da União Europeia e suas potências. A declaração foi feita durante uma visita à base de submarinos nucleares de le Longue, onde Macron enfatizou a necessidade de reforçar o poder militar da França.
Modernização do arsenal: "Uma modernização do nosso arsenal é essencial", afirmou Macron. No entanto, o presidente se absteve de fornecer mais detalhes sobre o aumento do número de ogivas nucleares, destacando que a França está na quarta posição em termos de arsenal nuclear global, com aproximadamente 290 ogivas, ficando atrás da Rússia, dos EUA e da China. Israel é também mencionado, com cerca de 90 ogivas nucleares.
Essas iniciativas de Macron ocorrem em um contexto de intensificação dos conflitos no Irã, que se agravaram após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra territórios iranianos neste último final de semana.
A reação do Irã foi imediata, com o lançamento de centenas de drones em direção a Israel e países árabes da região do Golfo. Essa ofensiva resultou em danos a bases militares americanas e instalações aeroportuárias, representando um grande desafio para a defesa aérea no Oriente Médio. Relatos indicam que as forças iranianas dispararam ao menos 541 drones contra os Emirados Árabes Unidos, 283 contra o Kuwait, em adição a vários mísseis e drones contra o Bahrein, Catar e Jordânia, com pelo menos quatro mortes registradas.
Resposta da França e aliados: Frente a essa escalada de tensão, a França ordenou que o porta-aviões Charles de Gaulle e seu grupo naval se deslocassem do Mar Báltico para o leste do Mar Mediterrâneo, segundo informou a rede de notícias BFMTV. No domingo, a França, junto ao Reino Unido e à Alemanha, expressou disposição para adotar ações defensivas necessárias diante da resposta iraniana, afirmando que pode atuar para neutralizar capacidades militares de Teerã.
Dentre as ações mencionadas, estão previstas intervenções para combater lançamentos de mísseis e drones. Em um incidente relacionado, uma base militar britânica localizada no Chipre foi alvo de um ataque de drones promovido pelo Irã na madrugada de segunda-feira. As instalações da Força Aérea Real (RAF) em Akrotiri sofreram danos limitados, sendo que não houve registros de vítimas.
Autoridades britânicas informaram que o ataque se deu justo antes do anúncio feito pelo primeiro-ministro Keir Starmer, que afirmou que o Reino Unido permite o uso de suas instalações militares pelos Estados Unidos para bombardear alvos iranianos. A decisão do premiê surge em resposta à postura considerada imprudente do Irã, que, segundo ele, coloca vidas britânicas em risco.

