Golpes de falsa funcionária da imigração afetam brasileiros em Portugal
Uma mulher brasileira está sendo acusada de enganar emigrantes no país europeu, se passando por pastora, advogada e funcionária da agência de imigração (AIMA). As vítimas revelaram que perderam quantias significativas em promessas fraudulentas de regularização de residência, alertando para os perigos de tais golpes no exterior.
A situação veio à tona quando um grupo de brasileiros denunciou o caso ao Portugal Giro, revelando que a golpista teria conseguido arrecadar mais de R$ 13 mil (aproximadamente € 2,1 mil) em menos de um mês, desde janeiro. A mulher continua em liberdade, apesar das denúncias registradas junto à polícia local e ao Comitê dos Imigrantes de Portugal. Aqueles afetados pelo esquema fraudulento fazem um apelo para que outros brasileiros fiquem alerta e não caiam em armadilhas semelhantes.
Os relatos das vítimas são alarmantes. Uma delas compartilhou que a acusada prometia agilizar o processo de regularização da autorização de residência na AIMA, cobrando até € 500 (cerca de R$ 3 mil) de pessoas que já se encontravam em situações vulneráveis. Segundo ela, a golpista afirmava que conseguia "aprovar" os processos rapidamente, o que nunca ocorreu. As autorizações, segundo os denunciantes, seguiram seu processo normal, sem intervenção alguma da mulher.
Os relatos também envolvem o casal Allan Lira e sua esposa, que estavam à procura da autorização de residência. Allan revelou que ambos entregaram € 50 (R$ 306) à mulher em troca de uma promessa de aprovação. Porém, a esperança deles foi em vão, já que a regularização seguiu os trâmites normais e os cartões não chegaram como prometido. — Ela dizia que tinha acesso ao sistema e poderia acelerar o processo. Pagamos e, segundo ela, as autorizações chegariam em sete dias. Depois, descobrimos que éramos vítimas de um golpe — comentou Lira.
A situação se agravou com o envolvimento de outros funcionários do salão de Lira, que também caíram nas armadilhas da golpista. Um dos funcionários pagou € 150 (R$ 920), enquanto outro entregou € 500 à falsa funcionária da AIMA, esperando ajuda com seus processos de imigração. No entanto, assim como os demais, eles não obtiveram qualquer resultado e o dinheiro simplesmente desapareceu.
Uma mulher, que pediu para permanecer em anonimato por medo de represálias, contou que foi abordada pela golpista em uma igreja evangélica. Ela afirmou que estava vulnerável após passar por uma cirurgia e, sob essa pressão emocional, acabou sendo enganada. — A mulher se apresentou como pastora, advogada e funcionária da AIMA. Ela me prometeu um apartamento social em Lisboa, mas cobrou a quantia de € 1,2 mil (R$ 7,3 mil) por taxas e serviços relacionados. Após o pagamento, desapareceu — disse a vítima.