Laudo confirma que morte de jovem no DF foi causada por agressão
Um laudo médico obtido pela família de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, revelou que a morte do adolescente foi diretamente causada pelos socos desferidos por Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. O documento foi elaborado por Fábio Teixeira Giovanetti Pontes, um médico neurocirurgião, e foi anexado ao processo judicial na última semana, levando à solicitação de ampliação da denúncia contra o ex-piloto. A defesa da família busca incluir evidências de uma possível análise de imagens e uma avaliação biomecânica para investigar o potencial uso de um soco inglês durante a agressão.
A hipótese de que o impacto da cabeça de Rodrigo contra um carro teria sido a causa de sua morte foi considerada, mas o laudo contradiz essa teoria. O documento afirma que todas as lesões que levaram à morte do jovem estavam localizadas no lado esquerdo da cabeça, indicando que as agressões continuadas e não um impacto isolado foram responsáveis pela gravidade das lesões.
Rodrigo Castanheira morreu 16 dias após ter sido agredido em uma briga que começou por uma disputa em razão de um chiclete. Conduzido ao hospital em estado grave, ele passou por procedimento cirúrgico e teve sua morte encefálica confirmada em 7 de fevereiro, fazendo com que o Ministério Público inicialmente reclassificasse o crime cometido por Turra de lesão corporal gravíssima para homicídio.
O laudo e suas descobertas
O documento médico destaca que o trauma que causou a morte corresponde a um "trauma de golpe direto", excluindo a possibilidade de que a morte tenha sido resultante de um contragolpe, como sugerido na hipótese de impacto com o carro. Para a fratura do crânio, é necessária uma pressão significativa, típica de socos de alta intensidade. O laudo ressalta que lesões compatíveis com socos humanos em repetição levaram à morte de Rodrigo.
Suspeita de uso de soco inglês
A Polícia Civil do Distrito Federal também analisou a possibilidade de que a agressão tenha sido ampliada por um soco inglês. Durante a investigação, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência de Pedro Turra, onde um soco inglês e facas foram encontrados.
As análises iniciais apontam que a ausência de lesões nas mãos de Pedro Turra levanta perguntas sobre se ele utilizou algum tipo de proteção durante os socos. O médico que atendeu Rodrigo argumenta que a integridade das mãos do agressor, mesmo após desferir socos com força suficiente para causar fraturas, sugere a utilização de um instrumento que amplifica o impacto dos golpes.