Polícia investiga ligação entre ataque ao secretário e roubo na RJ-106
A Polícia Civil do Rio de Janeiro está averiguando se os quatro suspeitos armados que abordaram o secretário João Pires, na terça-feira, 23, na Rodovia RJ-106, são os mesmos responsáveis pelo roubo de um motorista, ocorrido na mesma rodovia em um curto intervalo de tempo.
O incidente que envolveu Pires, secretário municipal especial de Proteção e Defesa do Consumidor, ocorreu enquanto ele trafegava na pista em direção à Região dos Lagos. Durante a abordagem, o secretário foi perseguido por homens armados e acabou colidindo com dois veículos e uma bomba de combustíveis ao tentar despistá-los.
O assalto que chamou a atenção da polícia aconteceu a apenas 500 metros do local do ataque ao secretário, duas horas depois do ocorrido. O motorista assaltado relatou à polícia que foi abordado por pelo menos três homens armados com fuzis, que levaram seu carro e celular. O celular foi posteriormente rastreado e encontrado em uma área de matagal nas proximidades.
A apuração sobre a identificação dos homens responsáveis pela abordagem ao secretário foi transferida da 75ª Delegacia de Polícia (DP) para a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, onde a investigação está em andamento. Por sua vez, o caso do roubo do motorista continua com os investigadores da 75ª DP.
Em entrevista, João Pires detalhou o momento da perseguição, afirmando que, ao se sentir em perigo, decidiu acelerar o veículo, um Jeep Commander, na esperança de escapar dos criminosos. "Um carro emparelha com o meu, abre as portas e homens apontam fuzis. Minha primeira reação foi acelerar, e eles me perseguiram por cerca de dois quilômetros", explicou o secretário.
A situação se tornou ainda mais tensa quando Pires avistou uma viatura policial na rodovia. Na tentativa de buscar segurança, ele acabou colidindo com um carro estacionado no posto de gasolina para o qual desviou. "Joguei o carro para dentro do posto de gasolina, sentindo-me mais seguro pela proximidade com a viatura, mas perdi o controle", contou o secretário, que, apesar do susto, se disse bem.
A Polícia Civil, em nota oficial, destacou que, devido às informações sobre possíveis ameaças sofridas por Pires, decidiu transferir o caso para uma delegacia especializada, que possui uma equipe qualificada para lidar com os crimes mais complexos. As investigações continuam, com o objetivo de elucidar os fatos o mais rápido possível.
Notícias do Rio: O prefeito Eduardo Paes, que se reúne com Pires, mencionou que o secretário poderia ter sido alvo de um atentado e criticou as condições de segurança no estado, ressaltando a sensação de desamparo diante da situação atual que vive o Rio de Janeiro.