TRE-RJ implementa mudanças para garantir eleições seguras em 2026
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) anunciou uma série de medidas inovadoras para as eleições de 2026, visando proteger a integridade do processo eleitoral e combater a influência de organizações criminosas. As ações foram aprovadas por um grupo de trabalho criado especificamente para esse fim.
Entre as medidas, destaca-se a mudança dos locais de votação em áreas consideradas de risco e o uso de dados de inteligência para barrar candidaturas com possíveis ligações ao crime. Essas ações têm como objetivo principal proteger os eleitores e garantir que o processo eleitoral seja realizado de forma livre e transparente.
A criação do Grupo de Trabalho Unificado de Defesa da Integridade Eleitoral, sob a liderança do presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, reflete uma preocupação crescente com a segurança nas eleições, especialmente em um estado onde o crime organizado possui forte influência. O comitê envolve não apenas o TRE-RJ, mas também representantes da Procuradoria Regional Eleitoral, das forças armadas, da Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Polícia Federal, entre outros.
As diretrizes do grupo foram estabelecidas em uma reunião realizada no dia 19 de outubro, onde discutiu-se a necessidade de um esforço conjunto para mitigar o impacto de grupos criminosos nas eleições. O presidente do TRE-RJ enfatizou que o cenário de segurança no Rio de Janeiro é particular e requer ações específicas para evitar a infiltração do crime organizado nas instituições políticas.
— As eleições não podem permitir que organizações criminosas se estabeleçam dentro do estado com poderes para formular e implementar políticas públicas — afirmou Claudio de Mello Tavares.
O plano de ação do TRE-RJ é dividido em dois eixos principais. O primeiro é a identificação e possível substituição de locais de votação em áreas de risco, para garantir que os eleitores possam exercer seu direito ao voto sem coação. Essas ações já haviam sido iniciadas nas eleições de 2024, com o apoio da área de inteligência do tribunal.
O segundo eixo é voltado para o compartilhamento de informações entre as forças de segurança sobre candidaturas que possam ter vínculos com o crime organizado. Essa colaboração é fundamental para que a Procuradoria Regional Eleitoral possa tomar as medidas cabíveis, como o indeferimento de registros de candidatura que apresentem irregularidades.
O TRE-RJ busca, assim, uma referência no combate à criminalidade nas eleições, criando um ambiente mais seguro para o exercício da democracia. Essas ações podem servir de modelo para outros estados do Brasil, destacando a importância da união entre as diversas instituições na luta contra a corrupção e o crime organizado durante o processo eleitoral.

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