Tutora de cachorra morta por PM em SP fala sobre indenização
Amanda Dourado, residente de Guará, São Paulo, ganhou uma ação judicial que obriga o estado a indenizá-la em R$ 12 mil pela morte de sua cachorra durante uma operação policial em 2025. Entretanto, o estado ainda não foi notificado sobre a decisão, conforme informações da Procuradoria Geral do Estado.
O trágico incidente ocorreu em 14 de agosto de 2025, quando a Polícia Militar estava realizando uma abordagem a um jovem suspeito de estar com drogas no Centro da cidade. Durante a confusão, três cachorros que estavam próximos à residência saíram para a rua. Dois deles se aproximaram dos policiais, mas recuaram logo em seguida. No entanto, um dos policiais disparou várias vezes contra um dos cães, resultando na morte imediata do animal.
Amanda Dourado, que conviveu com sua cachorra, chamada Pretinha, por dois anos, descreve a dor da perda como irreparável. "Nenhum dinheiro no mundo vai trazer ela de volta, mas a justiça foi feita. Espero que a Justiça de Deus também seja feita", afirmou a tutora.
Em sua luta emocional após a morte de Pretinha, Amanda revelou que ainda está em tratamento com medicamentos controlados e se consultando com um psicólogo. A indenização, segundo ela, é insuficiente para curar a dor da perda. Amanda recorda os momentos de ternura compartilhados com sua cadela, ressaltando o caráter dócil e tranquilo do animal que fez parte de sua vida.
A ação judicial proposta pela família visava reparação por danos morais, e o juiz responsável pelo caso, Otavio Henrique Pereira de Souza, afastou a justificativa apresentada pelo estado de que os policiais agiram em legítima defesa. O magistrado destacou que a cachorra havia escapado devido a um arrombamento do portão da residência, realizado por um dos policiais durante a abordagem.
A memória de Pretinha continua viva na mente de Amanda, que descreve a doçura da cachorra e a dor profunda causada pelo ato violento que lhe tirou a vida. Mesmo após o susto e a angustiante experiência, ela se mantém firme em sua busca por justiça.
Casos como este levantam questões cruciais sobre o uso da força por órgãos de segurança e provocam o debate sobre a responsabilidade do estado em incidentes que resultam na morte de animais de estimação, refletindo a necessidade de um alinhamento mais cuidadoso nas práticas policiais.