Grupo Fictor e suas dívidas de R$ 53,4 milhões em Ribeirão Preto

Por Autor Redação TNRedação TN

[Grupo Fictor tem credores em Ribeirão Preto; veja os valores]. Reprodução: G1

Grupo Fictor enfrenta crise e solicita recuperação judicial

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O Grupo Fictor, um conglomerado brasileiro com atuação em diversos setores, como agronegócio, energia e finanças, acaba de solicitar recuperação judicial após enfrentar uma grave crise de liquidez. A companhia, que tem sua sede em Ribeirão Preto, SP, revelou dever a quantia de R$ 53,4 milhões a um total de 94 credores da região.

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As dívidas do Grupo Fictor abrangem investimentos que variam de R$ 200 a impressionantes R$ 31,5 milhões por parte de investidores, mostrando a amplitude do impacto da situação econômica enfrentada pela empresa. A recuperação judicial não se limita apenas à Fictor Holding e Fictor Invest, mas representa um débito total que ultrapassa R$ 4,2 bilhões, refletindo as dificuldades financeiras que começaram a se intensificar após uma tentativa de aquisição do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025.

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Dentre os credores localizados em Ribeirão Preto, destacam-se seis que possuem valores significativos, indo de R$ 1 milhão a R$ 31,5 milhões. Os demais credores têm aplicações financeiras que variam entre R$ 200 e R$ 900 mil. Além de Ribeirão Preto, a crise também afeta credores de outras 23 cidades da região, totalizando mais de R$ 11 milhões aplicados, incluindo localidades como Barretos, Franca e Sertãozinho.

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O pedido de recuperação foi fundamentado em uma combinação de fatores que culminaram na crise financeira do Grupo Fictor, sendo um dos principais eventos a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, que aconteceu um dia após a empresa ter tentado a compra do banco. O grupo alegou que o anúncio da liquidação afetou diretamente a confiança dos investidores e levou a uma série de retiradas de quantias por parte de seus clientes, exacerbando ainda mais os problemas financeiros existentes.

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Como resposta ao pedido de recuperação judicial, a Justiça de São Paulo decidiu proibir, por um período de 30 dias, novos processos de execução contra as empresas do grupo. Essa medida visa dar espaço para que o Grupo Fictor possa reestruturar suas finanças sem o risco de bloqueios imediatos de bens. Contudo, a suspensão aplica-se apenas a ações futuras, o que significa que valores e propriedades que já sofreram bloqueios permanecerão assim até a finalização de uma perícia que avaliará a situação financeira das empresas e possíveis indícios de fraude.

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Ainda não há um prazo definido para que o juiz analise se aceitará o pedido de recuperação judicial. Essa decisão dependerá da verificação das condições de funcionamento das empresas do Grupo Fictor, além da análise de toda a documentação apresentada, incluindo a lista de credores.

Tags: Grupo Fictor, Recuperação Judicial, Crise Financeira, Banco Master, Ribeirão Preto Fonte: g1.globo.com