Morte de menino autista em Marília levanta preocupações e investigações

Por Autor Redação TNRedação TN

Caso de menino autista encontrado morto em Marília: veja o que se sabe.. Reprodução: G1

O caso de João Raspante Neto: o que se sabe até agora

João Raspante Neto, um menino autista de 13 anos, foi encontrado morto em uma lagoa no Centro de Tratamento de Esgoto Barbosa, em Marília, interior de São Paulo. O adolescente, que estava desaparecido desde a tarde de segunda-feira, 6 de abril de 2026, foi avistado por equipes de resgate na madrugada de terça-feira, 7, boiando na água.

O corpo foi encontrado a cerca de 870 metros da chácara da família, onde João foi visto pela última vez. A principal hipótese para a causa da morte é afogamento, embora a Polícia Científica não tenha encontrado sinais de violência, mantendo o registro do caso como morte suspeita até a conclusão dos laudos periciais.

Desaparecimento e as buscas

O desaparecimento de João gerou uma mobilização na comunidade local. Uma força-tarefa foi formada, contando com a participação de equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e voluntários, incluindo moradores da cidade e familiares. O irmão de João, Gustavo Rossi, conhecido no cenário dos esportes eletrônicos como Sacy, usou suas redes sociais para pedir apoio nas buscas.

A descoberta do corpo

O corpo de João foi encontrado na lagoa do Centro de Tratamento de Esgoto Barbosa, um local que, segundo as autoridades, é restrito e deve ser seguro. Próximo ao local do corpo, objetos pessoais, como roupas, um celular e um chinelo, foram recuperados, que pertenciam ao menino.

Investigação sobre as circunstâncias da morte

A investigação está se concentrando em vários aspectos relevantes. Há perguntas sobre como João conseguiu acessar uma área restrita como a estação de tratamento de esgoto, onde sua presença representa um grave risco à segurança. Outro ponto crucial a ser investigado é se a morte ocorreu imediatamente após a queda na lagoa ou se o menino ficou preso na situação que levou ao afogamento.

Luís Bissoli, coordenador da Defesa Civil de Marília e que participou das buscas, detalhou que havia sinais de escorregamento na lona plástica que reveste a lateral da lagoa, o que pode indicar que João pode ter escorregado e caído na água, não conseguindo se salvar.

Questões a serem esclarecidas

Além da causa exata da morte, que será confirmada após o exame necroscópico, várias questões devem ser respondidas:

  • Como João conseguiu entrar na área da estação de tratamento?
  • Por que a segurança do local não impediu seu acesso?
  • Quais medidas podem ser implementadas para evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro?

O sepultamento de João Raspante Neto ocorreu na tarde da última terça-feira, no Cemitério da Saudade, em Marília. A comunidade se junta em luto e preocupação com a segurança das crianças, especialmente aquelas com necessidades especiais.

À medida que a investigação avança, a cidade de Marília espera respostas e soluções que possam garantir um ambiente mais seguro para todos.

Tags: Segurança Pública, Transtorno do Espectro Autista, Marília, Fatos e Curiosidades, Análise de Casos Fonte: g1.globo.com