Samu de Sorocaba opera sem rádios nas ambulâncias
O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) de Sorocaba, no interior de São Paulo, enfrenta desafios operacionais desde a última quinta-feira (9). O sistema de comunicação via rádio das ambulâncias está fora do ar por conta da queda de uma antena, causando preocupação entre os profissionais de saúde e impactando a logística dos atendimentos.
Os relatos dos funcionários indicam que todos os veículos e a central de regulação estão sem comunicação simultânea em tempo real. De acordo com os profissionais, essa situação gera estresse entre as equipes de atendimento, uma vez que o contato deve ser realizado através de celulares pessoais. Embora a Prefeitura afirme que o atendimento não está comprometido, a falta de comunicação via rádio pode aumentar o tempo de resposta em situações de urgência.
Um funcionário da prefeitura explica que a central de regulação, anteriormente capaz de gerenciar as informações através dos rádios, agora é obrigada a fazer ligações nos celulares pessoais dos profissionais. "Esse processo de despacho que antes era eficiente pelo rádio agora está sendo feito via telefone, o que é menos prático e seguro", detalha. Essa mudança não só prejudica a comunicação, como também pode comprometer a capacidade de resposta das equipes em campo.
Além disso, uma situação hipotética ilustra os desafios da comunicação: ao atender um acidente, a equipe de emergência precisa informar a central sobre as condições do paciente. No cenário atual, a enfermeira deve desligar sua chamada com um interlocutor para relatar a situação a outro profissional, o que pode resultar em lapsos de comunicação críticos durante emergências. Essa situação se agrava ainda mais quando é difícil identificar a localização da ocorrência, pois as equipes precisam recorrer a telefonemas, em vez de conseguirem coordenar as ações em tempo real.
Resposta da Secretaria da Saúde
A Secretaria da Saúde (SES) de Sorocaba se pronunciou sobre a situação, afirmando que o atendimento está sendo realizado normalmente, sem comprometer a assistência aos usuários. Para garantir a continuidade do serviço, a comunicação com os operadores do Samu está sendo feita por celulares corporativos. A SES também informou que uma empresa terceirizada foi acionada para restaurar o sistema de rádios o mais rápido possível.
O incidente, segundo a secretaria, ocorreu devido à queda de uma antena do Samu localizada na sede do Corpo de Bombeiros do Éden. A falha no sistema de comunicação é um alerta para a necessidade de melhorias na infraestrutura de serviços de emergência, que são essenciais para garantir a segurança e a saúde da população.
Enquanto o problema não é resolvido, resta aos profissionais do Samu se adaptarem a essa nova realidade, buscando minimizar os impactos na qualidade dos atendimentos prestados.