Esquema de venda ilegal de canetas emagrecedoras em SP é desmantelado

Por Autor Redação TNRedação TN

Operação revela venda ilegal de emagrecedores com entregas, fornecedores e brindes. Reprodução: G1

Investigação revela esquema de venda ilegal de canetas emagrecedoras em Campinas

Na última quinta-feira (16), Isabella Caroline dos Santos foi presa em Campinas, São Paulo, sob a suspeita de vender canetas emagrecedoras injetáveis sem o devido registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além das vendas ilegais, ela também é acusada de desviar medicamentos do Hospital Municipal Ouro Verde, onde trabalhava como técnica de enfermagem.

A investigação, realizada pela Polícia Civil, revelou que a prática ilícita ocorria de forma estruturada, com logística que garantia entregas aos clientes e até o repasse de seringas como “brindes”. De acordo com informações da EPTV, afiliada da TV Globo, Isabella utilizava um aplicativo de mensagens para atrair e atender aos clientes, principalmente dentro da unidade hospitalar onde atuava.

Funcionamento do esquema de vendas

Segundo as autoridades, as conversas encontradas no celular de Isabella indicaram que a venda de medicamentos era uma operação contínua e organizada. Os produtos eram remetidos do exterior e comercializados clandestinamente, sem prescrição médica e em desacordo com as normas da Anvisa. O esquema incluía uma rede de fornecedores, responsáveis pela entrega e armazenamento dos produtos, e um sistema logístico que variava desde a entrega direta pela técnica até o uso de motoboys.

Para torná-las ainda mais atrativas, em certas transações, Isabella incluía seringas desviadas do estoque do hospital como parte do “pacote” de venda. A polícia constatou, durante as investigações, que ela não hesitava em manobras ilegais para expandir suas vendas.

Cumprimento de mandados e apreensões

Na mesma operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão tanto na casa da técnica quanto no Hospital Mário Gatti e Maternidade Municipal. Durante as buscas, foram encontrados diversos medicamentos, incluindo um opioide que é classificado como entorpecente pela Anvisa, além de seringas e agulhas. Diante dessas descobertas, Isabella foi detida e responderá por diversos crimes, incluindo falsificação e tráfico de drogas.

Posição das instituições envolvidas

A Rede Mário Gatti, que administra o Hospital Municipal Ouro Verde, afirmou não ter conhecimento das atividades ilegais da profissional e declarou que ela era funcionária de uma empresa terceirizada. Assim que souberam das investigações, solicitaram o afastamento de Isabella e anunciaram a abertura de uma sindicância interna para apurar os fatos.

O Hospital Maternidade de Campinas, outro alvo das operações policiais, também se manifestou, afirmando que, até o presente momento, não foi procurado pelas autoridades, mas se comprometeu a colaborar integralmente caso seja solicitado.

Próximos passos na investigação

Isabella passou pela audiência de custódia nesta sexta-feira (17), e sua prisão foi mantida. As investigações prosseguem, e a polícia busca aprofundar as apurações em relação à organização criminosa da qual ela poderia fazer parte, além de verificar a extensão da comercialização de medicamentos sem controle sanitário.

A guarda de salus pública é imprescindível e a prática clandestina de venda de medicamentos coloca em risco a saúde de muitos e precisa ser combatida com rigor.

Tags: Canetas Emagrecedoras, Venda Ilegal, Saúde Pública, Investigação Policial, Crimes na Saúde Fonte: g1.globo.com