Eleições de meio de mandato nos EUA foram as mais caras da história

Por Autor Redação TNRedação TN

Eleições de meio de mandato nos EUA foram as mais caras da história - Foto: Gizmodo

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos foram as mais caras da história do país, com uma ampla vitória dos democratas, que conquistaram o controle da Câmara e do Senado. Essa "onda azul" ocorreu apesar dos investimentos bilionários de setores como as indústrias de criptomoedas e inteligência artificial (IA).

Investimentos bilionários e a "onda azul"

Durante o ciclo eleitoral, empresas e funcionários das indústrias de criptomoedas e IA contribuíram com mais de 506 milhões de dólares para comitês políticos. Os super PACs dedicados a essas áreas gastaram cerca de 112 milhões de dólares nas eleições gerais, sendo que 74,7 milhões foram direcionados a candidatos derrotados ou contra candidatos vitoriosos. Considerando primárias e eleições federais, os gastos totais chegam a aproximadamente 250 milhões de dólares, conforme dados de diversas fontes.

Grandes gastos e derrotas estratégicas

Três super PACs da indústria de criptomoedas foram os maiores financiadores, investindo juntos cerca de 170 milhões de dólares em disputas congressuais, com 154 milhões relativos à Fairshake e afiliadas.

Elon Musk foi o maior doador individual, com mais de 470 milhões de dólares destinados a grupos políticos, incluindo apoio ao republicano Ken Paxton para o Senado no Texas, que acabou derrotado pelo democrata James Talarico.

Candidatos apoiados por esses setores sofreram derrotas importantes, como:

- Sherrod Brown, democrata vitorioso no Senado em Ohio contra Jon Husted, mesmo com mais de 64 milhões de dólares em apoio a Husted ou oposição a Brown por super PACs focados em criptomoedas.
- A republicana Darline Graham perdeu na Carolina do Sul para a democrata Annie Andrews, apesar de mais de 4,8 milhões de dólares de super PACs de IA e 13 milhões do Senate Leadership Fund contra Andrews.
- A republicana Susan Collins no Maine foi derrotada pelo democrata Troy Jackson, mesmo com investimentos superiores a 800 mil dólares pelo Alliance for a Better Future e dezenas de milhões pelo Senate Leadership Fund e America PAC.

Em Michigan, o democrata Abdul El-Sayed venceu o republicano Mike Rogers, que teve cerca de 1,9 milhão de dólares de investimentos de PACs ligados a criptomoedas e IA, além de recursos do Senate Leadership Fund e America PAC.

Já o republicano Pete Ricketts foi reeleito senador em Nebraska, apoiado por 13,5 milhões de dólares gastos pelo Defend American Jobs PAC contra seu rival independente.

Apoio a candidatos vencedores

Apesar das derrotas, super PACs das indústrias de criptomoedas e IA também apoiaram candidatos que venceram em disputas consideradas menos competitivas.

Esses dados mostram que, embora as indústrias de criptomoedas e IA tenham investido massivamente nas eleições de meio de mandato nos EUA, os resultados eleitorais não refletiram esses gastos, causando importantes perdas para esses setores.

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