O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou em 4 de novembro de 2026 medidas para o ressarcimento banco Ueno após a falência da instituição digital. Com a aprovação do Congresso, os pagamentos poderão começar ainda nesta semana, beneficiando 98% dos poupadores do banco.
Contexto da crise no banco Ueno
O Ueno Bank, maior emissor de cartões de crédito do Paraguai, é majoritariamente controlado pelo Grupo Vázquez e administra cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos. Ajustes contábeis revelaram que seu índice de solvência caiu para menos da metade do mínimo exigido, expondo sérios problemas financeiros.
O Ministério Público do Paraguai ordenou a prisão de oito diretores do banco e abriu investigação criminal sobre suspeitas de fraude e outras práticas irregulares que levaram à falência do Ueno. Parlamentares ainda questionaram a supervisão do Banco Central sobre a instituição.
Mudanças no Banco Central e resposta do governo
Após a renúncia de Carlos Carvallo em 3 de novembro de 2026, o presidente Peña indicou o economista Raúl Vera Bogado para presidir o Banco Central do Paraguai, sujeito à aprovação do Senado. Também foram indicados Pedro Acosta e Hetzel González para outras diretorias, aguardando confirmação parlamentar.
Peña enfatizou o compromisso do governo em responsabilizar judicialmente os envolvidos:
> "Tenham a certeza de que aqueles que forem considerados responsáveis por irregularidades deverão responder por seus atos perante a Justiça, sem exceções.", declarou.
A crise no banco digital pressiona o governo de Peña, que foi sócio do grupo controlador do Ueno até março de 2025, aumentando o foco público no caso.
O plano de ressarcimento banco Ueno aguarda aprovação de lei no Congresso, mas o governo demonstra empenho em mitigar os impactos da falência.