Klarna destaca necessidade de limites em juros de cartões de crédito
Sebastian Siemiatkowski, CEO da Klarna, manifestou seu apoio à proposta do ex-presidente Donald Trump de estabelecer um limite de 10% nas taxas de juros dos cartões de crédito nos Estados Unidos por um ano. Em entrevista à CNBC, Siemiatkowski elogiou a iniciativa, afirmando que "Trump é sábio e está propondo algo que faz muito sentido".
Siemiatkowski criticou o modelo tradicional dos cartões de crédito que, segundo ele, empurra os consumidores a acumular dívidas, levando muitos a endividar-se excessivamente. "Os cartões de crédito tradicionais são projetados para incentivar as pessoas a gastar o máximo possível e a acumular saldos em altas taxas de juros. Isso resulta em perdas maiores, especialmente entre os tomadores de crédito de baixa renda", disse.
"Capitalismo é ótimo, mas anarquia não é", declarou o CEO, argumentando que limites são necessários para proteger os consumidores.
Ele também abordou a questão dos programas de recompensas dos cartões de crédito, como cashback e milhas aéreas, que, na sua visão, favorecem os consumidores mais ricos enquanto os de baixa renda arcam com custos elevados. "Até mesmo aqueles que não utilizam cartões de crédito pagam mais por produtos do dia a dia, pois os comerciantes aumentam os preços para cobrir as taxas dos cartões. Enquanto isso, os clientes mais ricos recuperam esse dinheiro por meio das recompensas", afirmou Siemiatkowski.
A proposta de Trump para limitar as taxas de juros lançou uma onda de preocupações no mercado financeiro, provocando uma venda generalizada de ações de grandes instituições financeiras na última segunda-feira, incluindo Capital One, Synchrony Financial, JPMorgan e Citigroup. Analistas da UBS e Goldman Sachs alertaram que uma limitação de 10% poderia resultar em uma diminuição na disponibilidade de crédito pelos credores, dificultando o acesso a empréstimos para alguns consumidores.
Apesar das preocupações, há apontamentos de que essa mudança poderia favorecer outras opções de crédito. O CEO da SoFi, Anthony Noto, mencionou que a proposta pode incentivar os consumidores a migrar do uso de cartões de crédito para empréstimos pessoais, buscando alternativas menos onerosas.