Questão envolvendo Agostina Páez
A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, está sendo investigada pela polícia após ter sido acusada de fazer gestos racistas contra um funcionário de um bar em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. O incidente, que gerou grande repercussão, ocorreu em 14 de janeiro de 2026. Em depoimento, Agostina afirmou ter ficado surpresa ao receber a intimação.
O Depoimento e as Alegações
Durante seu depoimento, ela alegou que os gestos considerados ofensivos foram uma brincadeira direcionada a suas amigas, e não ao funcionário do bar. Agostina foi filmada imitando um macaco e chamando o atendente de "mono", que em espanhol significa "macaco".
“Ela alegou que, na verdade, os gestos corporais simulando um primata estavam voltados às amigas em tom de brincadeira, não ao ofendido, não à vítima”,
disse o delegado Diego Salarini, titular da 11ª DP (Rocinha), que investiga o caso.
Em contato com o portal g1, Agostina defendeu sua posição, afirmando que havia sido provocada pelos atendentes com gestos obscenos. “A verdade é que eles fizeram gestos obscenos para mim (...) e que tentaram me enganar. Mas eu nego categoricamente que os gestos ofensivos tenham sido dirigidos a eles”, argumentou.
Reconhecimento do Erro
A advogada admitiu que cometeu um erro ao fazer os gestos, ressaltando que sua reação foi motivada por provocações. “Minha reação de fazer aqueles gestos para minhas amigas depois de ser provocado com gestos obscenos foi errada, mas eu nem sabia que eles estavam nos observando. Não sabia que era crime no Brasil”, esclareceu.
Medidas Judiciais Tomadas
De acordo com informações da 11ª DP, a Justiça decidiu proibir Agostina de deixar o Brasil. Com isso, o passaporte dela foi apreendido e a advogada será monitorada por uma tornozeleira eletrônica devido à natureza da acusação. A Polícia Federal foi acionada para assegurar que ela não deixe o país utilizando apenas a carteira de identidade, já que este foi o único documento que apresentou ao entrar no Brasil.
Desdobramentos do Caso
A discussão que levou à polêmica entre Agostina e o funcionário do bar começou devido a um suposto erro no pagamento da conta. O atendente, que se sentiu ofendido, registrou a ocorrência na delegacia. O caso está sob investigação e uma análise das imagens de câmeras do bar foi solicitada para esclarecer os fatos.
O g1 e a TV Globo tentaram contato com a defesa de Agostina, mas até o momento, não houve retorno sobre os questionamentos feitos.
Entenda o Contexto
Incidentes de racismo e discriminação têm gerado debates importantes na sociedade brasileira, especialmente em espaços públicos e de entretenimento. O caso de Agostina Páez se junta a uma série de denúncias que visam conscientizar e combatê-los. A resposta das autoridades e o tratamento do caso pela opinião pública serão fundamentais para os próximos passos.