Ofensiva do Governo Lula no Senado visa frear hegemonia da direita
O governo Lula está intensificando suas estratégias para aumentar sua presença no Senado, com o objetivo de garantir a governabilidade e controlar a hegemonia da direita no Legislativo brasileiro. A disputa é acirrada em estados estratégicos como São Paulo, Paraná, Bahia e Mato Grosso, onde o governo considera candidaturas de ministros para concorrer às vagas abertas.
Com a abertura de duas vagas no Senado por estado, a pressão aumenta para que o governo posicione nomes fortes da Esplanada para enfrentar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente em São Paulo, onde se destacam Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet. A oposição se organiza com figuras como Ricardo Salles, prometendo uma disputa acirrada.
A eleição ao Senado é crucial para a governabilidade no caso de uma reeleição de Lula. No entanto, a batalha política não será simples, já que as pesquisas locais indicam um equilíbrio de forças, com a oposição se mostrando competitiva.
Em São Paulo, os ministros mencionados têm potencial não apenas para o Senado, mas também para o governo do estado, sendo Haddad o candidato principal. O fortalecimento de uma chapa robusta no maior colégio eleitoral do Brasil é visto como prioritário para o sucesso reeleitoral do presidente Lula.
Frentes da oposição se organizam para o embate eleitoral
A oposição, por sua vez, está se organizando em diferentes frentes. Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, é um nome forte na disputa, enquanto Tarcísio de Freitas, atual governador do estado, busca a reeleição. Caso ele decida concorrer à presidência, Salles será candidato ao governo estadual.
Além de Salles, aliados de Tarcísio também estão se movimentando, como o ex-secretário de Segurança do estado, Guilherme Derrite. A dinâmica na direita também é marcada por disputas internas, com a família Bolsonaro dividida sobre quem deve ser o candidato ao Senado pelo PL, incluindo propostas de Eduardo Bolsonaro e outros integrantes da legenda.
A montagem da chapa do governo Lula enfrenta desafios, especialmente para as candidaturas de Simone Tebet e Marina Silva, que podem exigir mudanças partidárias. Marina foi convidada a voltar ao PT, enquanto o MDB, partido de Tebet, deve apoiar a candidatura de Tarcísio, levando à sugestão de que ela se filie ao PSB.
Disputas regionais em Mato Grosso, Paraná e Bahia
Em Mato Grosso, a situação política é ameaçada pelo forte apoio ao bolsonarismo, com o governador Mauro Mendes buscando consolidar sua posição. O clima tenso é garantido com a presença de personagens como o deputado federal José Medeiros, amplamente alinhado à pauta de costumes, e a importância do agronegócio no estado.
Enquanto isso, no Paraná, a disputa será entre Gleisi Hoffmann (PT) e candidatos proeminentes do lavajatismo, como Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo), que teve seu mandato cassado. No entanto, Deltan ainda pode ser uma figura polêmica nas eleições de 2026 se conseguir se firmar como candidato.
No Nordeste, o cenário na Bahia demonstra que a chapa pode deteriorar uma aliança do PT com o PSD do senador Angelo Coronel. As movimentações políticas nesse estado envolvem nomes de destaque, como o ex-ministro João Roma do PL, e discussões sobre como consolidar uma verdadeira força no Senado.
"A eleição de senadores é fundamental para o governo. Estamos juntos para eleger uma forte bancada de senadores e deter a hegemonia bolsonarista na Casa" — afirma o deputado federal José Guimarães, líder do governo Lula na Câmara.
A tensão política cresce à medida que o Brasil se aproxima das eleições de 2026, e a batalha pelo Senado será um teste importante para a divisão do poder entre diferentes partidos e ideologias no país.
![[Lula pode indicar secretário de Haddad para o Banco Central]. Reprodução: Oglobo](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fafiliados.nyc3.digitaloceanspaces.com%2Fuploads%2Fa21f1fbfd5362dff3803905ebef30b25.jpg&w=256&q=75)
