Ex-goleiro Doni e a D32: problemas judiciais no mercado imobiliário
A D32, empresa do ex-goleiro Doniéber Alexander Marangon, popularmente conhecido como Doni, enfrenta sérias alegações de fraudes no mercado imobiliário dos Estados Unidos. Nos últimos anos, a companhia acumulou 22 ações cíveis no Tribunal do Condado de Orange, na Flórida, um processo que se intensificou desde 2018.
Esses processos se concentram em quebras de contrato e diversas reclamações de investidores insatisfeitos que alegam ter sofrido prejuízos financeiros significativos ao investir na compra de imóveis. Dentre os investidores, destaca-se o jogador Willian Arão, que alega ter perdido US$ 200 mil aplicados na D32.
Investidores em busca de justiça
O descontentamento com a D32 não se limita a Willian Arão. Duas residentes locais que firmaram contrato com a empresa para adquirir uma casa em Dunnellon, distante 136 quilômetros de Orlando, exigem US$ 59,6 mil da companhia. Elas alegam que a D32 não cumpriu a construção da casa contratada.
A falta de comparecimento dos representantes da D32 em audiências e a alegação de não cumprimento de cláusulas contratuais levaram a Justiça a ameaçar prender os sócios da empresa caso continuassem ausentes. O último ato processual ocorreu em uma audiência no dia 10 de fevereiro, gerando tensões adicionais ao clima já conturbado para a gestora.
Dados e reestruturação da D32
Dados do site oficial do Tribunal do Condado de Orange mostram que entre as 22 ações, cinco ainda estão pendentes. A maioria dos processos refere-se a quebras de contrato e cobranças de valores que variam até US$ 50 mil.
Em resposta às alegações, Doni sustentou que as dificuldades enfrentadas pela D32 são meras divergências comerciais pontuais e que a empresa está passando por um processo de reestruturação. Essa reestruturação envolve a revisão e renegociação de contratos sob uma nova gestão, movendo-se para reorganizar a administração da empresa.
Promessas não cumpridas e mercado imobiliário em risco
A D32 vinha captando investimentos tanto no Brasil quanto no exterior, prometendo aos investidores rendimentos anuais de até 15% com a construção de casas em condomínios de médio e alto padrão. Essa proposta atraiu muitos investidores em busca de retornos expressivos, mas as múltiplas ações judiciais levantam questões sérias sobre a viabilidade e a ética desse modelo de negócios.
O futuro da D32 agora depende não somente da reestruturação prometida, mas também da capacidade da empresa de lidar com as crescentes preocupações dos investidores e da Justiça. O cenário se complica à medida que novas informações e revelações sobre a empresa surgem, levantando dúvidas sobre a confiança no mercado imobiliário onde Doni pretende atuar.