Flávio Bolsonaro encerra tour internacional em busca de apoio
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, encerrou um tour de duas semanas pela Europa e Oriente Médio, com o objetivo de fortalecer laços com políticos de extrema-direita e criticar o governo de Lula. Acompanhado pelo irmão Eduardo Bolsonaro, Flávio se encontrou com figuras proeminentes, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e a política francesa Marion Maréchal, sobrinha de Marine Le Pen.
Durante a viagem, Flávio não poupou críticas a líderes políticos, incluindo Emmanuel Macron, aliado de Lula. O senador afirmou que o Brasil "não vive uma democracia plena" e reforçou que seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado por "inimigos". Segundo Flávio, o Senado é responsável por analisar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e descreveu o ministro Alexandre de Moraes como "um grande violador de direitos humanos".
Na entrevista ao canal francês CNews, Flávio expressou seu desejo de que o Brasil não passe mais quatro anos sob um governo de extrema esquerda, assim como a França não suportaria mais um mandato de "extrema incompetência" de Emmanuel Macron, que não poderá concorrer nas próximas eleições.
Eduardo Bolsonaro, que tem enfrentado dificuldades legais no Brasil e reside nos Estados Unidos, apoiou a postura do irmão, afirmando que “o mundo está sedento por uma virada à direita, racional e menos ideológica”. Flávio, por sua vez, pretende solidificar sua imagem como uma liderança da direita conservadora internacional, tendo participado da Conferência Anual do Combate ao Antissemitismo em Israel.
Atividades e encontros significativos
O tour de Flávio incluiu reuniões no Bahrein com Salman bin Hamad Al Khalifa, príncipe herdeiro e primeiro-ministro do país, além de diálogos com autoridades dos Emirados Árabes Unidos e do Qatar. Recentemente, na França, ele também se reuniu com Marion Maréchal e o empresário Vicent Bolloré, influente no setor de mídia.
Flávio Bolsonaro tem buscado se aproximar do eleitorado cristão e reforçar sua identidade pública através de gestos simbólicos, como a realização de um batismo no rio Jordão e orações no Muro das Lamentações durante sua visita a Israel. Ele acusou Lula de antisemitismo, afirmando que essa é uma descrição fundamentada em ações e ideias do presidente.
Nos últimos meses, Flávio também visitou El Salvador e os Estados Unidos, mas não conseguiu registrar encontros com líderes locais. No El Salvador, ele não se encontrou com o presidente Nayib Bukele, enquanto em sua visita aos EUA teve dificuldades para obter fotos com políticos influentes, como o ex-secretário de Estado, Marco Rubio, devido a uma invasão militar na Venezuela.
O senador retorna ao Brasil com a intenção de se destacar como um líder respeitado na direita conservadora, promovendo uma imagem de proximidade com alianças internacionais, apesar das dificuldades locais e críticas enfrentadas em sua trajetória política.
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