Nova variante do vírus mpox detectada
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a identificação de uma nova variante recombinante do vírus mpox, surgida no Reino Unido e na Índia. Até o momento, cada país registrou apenas um caso, ambos vinculados a viagens internacionais. Os indivíduos infectados não apresentaram sintomas graves, mas a OMS destaca a importância da vigilância contínua.
Detalhes sobre a nova cepa
Segundo a OMS, essa variante é uma combinação dos Clados 1b e 2b do vírus mpox. Ambos os pacientes, um no Reino Unido e outro na Índia, haviam viajado antes da infecção, resultando na detecção de casos com várias semanas de intervalo. Isso levanta a possibilidade da existência de casos adicionais não identificados. O caso no Reino Unido foi detectado em dezembro, enquanto o da Índia, classificado inicialmente como Clado 2, foi reclassificado para a cepa recombinante após análises em bancos de dados genômicos.
Vigilância e avaliação de risco
A OMS ressaltou a necessidade de manter a vigilância em relação a essa nova variante. Embora o número de casos ainda seja baixo, a organização alerta que conclusões sobre a transmissibilidade e a gravidade da doença são prematuras. A avaliação de risco da OMS permanece inalterada: risco moderado para homens que fazem sexo com homens com múltiplos parceiros e baixo para a população geral sem fatores de risco.
Contextualizando a mpox
A mpox é uma doença viral que pertence à mesma família da varíola, erradicada em 1980. Diferente dessa última, a mpox é considerada mais rara e geralmente apresenta sintomas menos severos. O vírus possui duas principais cepas: uma associada à África Central e outra à África Ocidental, renomeadas como Clado 1 e Clado 2. A Clado 2, que se mostrou menos severa, foi responsável pelo aumento de casos globalmente em 2022 e é a cepa que continua a circular, mesmo no Brasil, em níveis reduzidos.
Nova variante e suas implicações
Recentemente, uma nova variante derivada do Clado 1 foi detectada, trazendo preocupações sobre potenciais aumentos nas taxas de letalidade. Com registros que podem atingir 10% em alguns casos, essa cepa também demonstrou a capacidade de transmissão sexual. Embora não haja um cenário de emergência global no momento, a OMS reitera a importância da vigilância para evitar um aumento no número de infecções.