Patinetes e Motos Elétricas: Regras de Uso em Ciclovias no Recife

Por Autor Redação TNRedação TN

Nova ciclofaixa no Recife permite patinetes e motos elétricas.. Reprodução: G1

A prática de usar patinetes e motos elétricas tem ganhado destaque nas ruas do Recife, gerando dúvidas sobre sua circulação nas ciclovias e ciclofaixas da cidade. Segundo a legislação vigente, é fundamental entender quais veículos são permitidos e quais regras devem ser seguidas para garantir a segurança no trânsito.

\n

A Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) permite a circulação de bicicletas e equipamentos autopropelidos, como os patinetes elétricos, nas ciclovias e ciclofaixas. No entanto, é crucial que esses veículos respeitem os limites técnicos de potência de até 1.000 watts e uma velocidade máxima de até 32 km/h. Para os patinetes compartilhados, a velocidade é ainda mais restrita, limitando-se a 20 km/h durante o período de testes, conforme diretrizes da prefeitura.

\n

É importante destacar que veículos motorizados, como motocicletas, motonetas e ciclomotores, são expressamente proibidos nas ciclovias e ciclofaixas. Essa categorização visa manter a segurança e eficiência dos espaços dedicados ao tráfego não motorizado, promovendo um ambiente de mobilidade mais seguro para ciclistas e usuários de equipamentos de mobilidade individual.

\n

Tipos de veículos permitidos

\n

A lista de veículos autorizados para circular nas ciclovias e ciclofaixas é clara:

\n
    \n
  • Bicicletas convencionais: Movidas exclusivamente pela força humana, estas são as mais comuns nesses espaços.
  • \n
  • Bicicletas elétricas: Permissíveis desde que atendam aos critérios estipulados pelo Contran.
  • \n
  • Equipamentos autopropelidos: Incluem patinetes elétricos, skates e similares, desde que respeitem as normas estabelecidas.
  • \n
\n

A gestão da cidade está incentivando o uso desses veículos como uma alternativa de transporte urbano, alinhada à promoção da mobilidade sustentável. No entanto, um alerta se faz necessário: o uso responsável e seguro deve ser priorizado por todos os usuários.

\n

Recomendações de segurança

\n

Para diminuir os riscos durante a circulação, a prefeitura disponibiliza algumas recomendações:

\n
    \n
  • Utilização individual: Apenas um usuário deve ser permitido por equipamento.
  • \n
  • Limites de velocidade: Respeitar as velocidades estabelecidas é essencial.
  • \n
  • Prioridade de vias: Sempre que possível, os usuários devem optar por ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, além de vias com limite de velocidade de até 40 km/h.
  • \n
  • Uso de capacete: Embora não seja uma exigência, o uso de capacete é fortemente recomendado.
  • \n
\n

Patinetes compartilhados no Recife

\n

Recentemente, no dia 22 de março, o Recife lançou a fase experimental do serviço de aluguel de patinetes elétricos, que disponibiliza mais de mil unidades distribuídas em 90 pontos da cidade. Enquanto essa iniciativa promete transformar a mobilidade urbana, também surgiram relatos de mau uso e vandalismo.O uso de patinetes compartilhados é regulamentado por normas específicas, que visam garantir a segurança e a integridade dos usuários e dos equipamentos. Entre as principais regras, destacam-se:

\n
    \n
  • Idade mínima de 18 anos, com cadastro no aplicativo das operadoras.
  • \n
  • Proibição de transportar passageiros.
  • \n
  • Proibição do uso de álcool ou drogas antes de conduzir o equipamento.
  • \n
\n

As operadoras, como Jet e Whoosh, também estão implementando sistemas para receber denúncias de uso irregular, reforçando a importância da responsabilidade no uso dos patinetes compartilhados.

\n

Assim, a utilização consciente e segura desses veículos em ciclovias não só ajuda a manter a ordem pública, mas também apoia a construção de uma cidade mais sustentável e integrada. Conhecer e respeitar as normas é fundamental para que todos possam usufruir da mobilidade urbana de forma segura e eficiente.

Tags: Ciclovias Recife, Legislação de Trânsito, Mobilidade Urbana, Patinetes Compartilhados, Segurança no Trânsito Fonte: g1.globo.com